sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Comédias românticas na cabeça - Parte II


 Lembram-se do meu primeiro surto escritora? Então, ele deu seu primeiro fruto. Quem sabe não dá segundos e terceiros? Espero que gostem, delicinhas. kissmethruthephone




"Eu estava há 2 semanas em Nova York. Nem meu sotaque, minhas roupas e muito menos o meu corpo estavam acostumados a neve, e à big apple. Não vou dizer que eu não gostava, mas NY só é esse glamour todo nos postais. É muita gente magoada, frustrada e fugida por metro quadrado. Se um dia quiser se isolar do mundo, venha para Nova York, pois não existe lugar na Terra que seja tão lotado de pessoas que não estão nem aí pra você do que aqui. Ainda mais pra mim, que era uma estagiária de quinta em uma revista de primeira (teóricamente; sempre achei que isso funcionou ao som do vice-versa). Eu tinha alguns trabalhos por fazer, algumas roupas por arrumar e uma pilha de cultura inútil bem ao meu lado me seduzindo de uma forma enlouquecedora.  Nunca resisti aos sebos no Brasil, em Nova York não seria diferente. Depois de perder algumas preciosas horas lendo livros que nunca se tornarão best-sellers, peguei meu – novo – fiel amigo, o starbucks coffee, e fui pra janela do meu apartamentozinho de tijolo, observar o extinto movimento da minha vizinhança. Quando me aproximei da janela e mais uma rajada de vento gélido me atravessou a face, confessei algo para mim mesma. Eu sentia falta do Sol carioca. É claro que eu não sentia NENHUMA falta daquele Sol escaldante de 40 graus. Óbvio que não. Por mim, eu não esbarrava com esse horror nunca mais! Eu sentia falta era daquele Sol das 9 da manhã, que me relaxava os músculos enrijecidos pelo sono e pela escola. Aquele sol que não atentava minha pele pálida-queimada, que não me cansava. Sentia falta daquele Sol que batia na pele morena dele, e o deixava ainda mais perfeito. Por mais impossível que isso parecesse pra mim. “Perfeição tem limite!” eu insistia comigo mesma, até ver aquele sorriso batizado pelo Sol, e me frustrar com a minha limitação humana de admirar algo tão lindo.


O Café estava esfriando, e eu tinha muita coisa pra fazer. Sem tempo pra nostalgia!




..."

2 comentários:

Carol Fernandes, disse...

Eu nunca me identifiquei tanto com um post, tá completamente maravilhoso!
http://momentsreliefs.blogspot.com/2010/10/superindico.html
Acredite, eu fiz um post indicando *u*
beijos companheira :*

Juliana Poiares disse...

MUMUMUMUITO OBRIGADA! ♥