quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pro dia nascer feliz

 
 
 
 
 
Sentei pra escrever. Blog tá com moda demais, meninisse demais, euforia demais. Fiz um trato comigo de lidar sempre com os fatos e ando levantando demais os pés do chão. Eu tenho pelo menos uns 5 assuntos nos quais poderia blabear aqui, mas na indecisão de escolher um só, resolvi falar de mim que é um resumo vivo de tudo o que eu falo. Eu sei que já falei mil vezes de mim aqui, e lhes aviso que essa é milésima primeira.

Gosto de tudo do meu jeito, não nego. Nem sempre tudo gira em torno do meu umbiguinho, eu sei, mas lido muito bem com isso, e de uns tempos pra cá, comecei a enxergar as dificuldades apenas como um teste de fé. Odeio Física e qualquer Ciência Exata, não gosto de ficar enfurnada resolvendo números, enquanto existem 6 bilhões (um número, que ironia!) de pessoas interessantes lá fora e mais 6 bilhões de possibilidades a serem avaliadas. Aham! Ciências Humanas, Jornalismo, Nova York e Moda.

Já tive problemas com relacionamentos a distância por conta na minha dificuldade de discernir sonho de realidade. As vezes as pessoas perdem a linha que divide essas duas coisas. E eu na verdade, nunca tive. Sempre achei que tudo era possível se você amasse e acreditasse em alguma coisa, mas descobri que não era. Superei isso também, tenho um sério costume de perdoar meus enganos. E amo isso. Não me julgo e não minto pra mim! Se tá doendo, eu digo que tá doendo. Tenho amigos e compartilho tudo com eles, sem medo. Eu me permito!

E já que acabei falando de relacionamentos. Sempre. Sempre mesmo, seja pela internet ou na vida real eu começo a gostar de gente errada. É sério gente, por mais clichê que isso pareça. Não posso ver algum garoto que namore, ou que seja perdidamente apaixonado por outra, ou que seja gay (ou as três coisas juntas, e sim, isso já aconteceu) que ele sempre vira possibilidade. Pra mim é realmente muito difícil gostar daquele que todas acham lindo, que todas ficariam, que me daria bola. Muito difícil mesmo, uma verdadeira deficiência. Uma paralisia. Ou falta de porrada, dependendo do ponto de vista.

Odeio homem certinho. De longe é até fofo, mas de longe. Odeio nerd-retardado-criança-frustrado que acha que tem moral pra falar de alguma coisa. Odeio homem que se acha mais homem só porque pega 15 mil mulheres em uma noite. Odeio homem que se acha bom demais pra mulher. Como dizia em um texto de autor desconhecido que eu li certa vez: "Homem que hostiliza mulher pra mim não é homem!".  Exatamente, odeio esse tipo de gay também. Assume que gosta de homem logo, porra.

Não sou apaixonada por mim!  Não me acho melhor do que ninguém e nem preciso. Como eu disse antes, costumo me permitir um monte de coisa, e faço por menos as minhas tosqueiras. Isso colabora nas crises, e nem são muitas. Divido minha vida em prioridades, e estas são impecáveis e sempre bem resolvidas. O resto a gente põe na mão de Deus e leva do jeito que tá. Sei bem o que é fundamental pra mim, e com isso, não tenho problemas.

Hoje, sei amar com mais sobriedade. Amo, mas antes de tudo respeito. Um ser humano como eu, longe de ser um príncipe encantado, certamente cometerá erros as vezes, como eu. E eles serão perdoados, como eu. Mágoa que é algo a ser mais trabalhado. Erros não são necessáriamente traições, e traições não são necessariamente beijos em outra menina. Lealdade é coisa séria.

Eu gosto dos jogadores de futebol. E tem gente que diz que eu sou Maria Chuteira por causa disso. Primeiro: eu nunca dei e nem daria pra nenhum deles! (desculpa a linguagem fula, é que esse papo me irrita as vezes). Segundo: Sou apaixonada por futebol em um parâmetro geral, gosto de um jogador pelo o que ele provoca na torcida, não pelo o que a Nike provoca na conta bancária dele, me entendem? Gosto de futebol arte, gosto de raça, e gosto de todos os jogadores que me remetem a isso. Beijo, me liga; Mata, esquarteja o assunto e joga pros cachorros comerem!
 
Existe um mundo lá fora que quer me aprisionar na minha própria mente com complexos e estereótipos. Eu prefiro me libertar de tudo isso, amar a Deus sobre todas as coisas, e ser feliz com o que tiver pra hoje. A vida é curta demais, e muita gente só percebe isso, quando o tempo começa a esgotar!

2 comentários:

=) disse...

Juu, amei o texto! Parabéns. bjss Carol F

Juliana Poiares disse...

Obriii Carol! ♥