terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu sei


Um dia desses minhas amigas me chamaram pra ir numa boatezinha que abriu há pouco tempo na cidade. Eu já tinha ido lá uma vez, me pareceu um bom ambiente. Meninas de chapinha e franja de lado. Universitários bem vestidos e bem humorados. E adolescentes, óbvio. Tocava música eletrônica o tempo todo. Era um convite tentador, mas preferi ficar em casa. Acredito que a ‘vibe’ da alma é contagiante, e a minha ‘vibe’ não andava lá grandes coisa. Algumas se ofereceram pra me fazer companhia, mas eu prometi um escândalo para a primeira engraçada que ousasse perder uma noitada por causa do meu lixo emocional. Elas sob protesto aceitaram, mas disseram que sempre terá um lugar na rodinha delas pra mim. Eu nunca duvidei disso. Eu só queria ficar no meu quarto fazendo absolutamente nada. Eu queria chorar mais não conseguia. Isso acontecia porque eu realmente queria ficar bem, não era mais uma daquelas cenas de filme americano na qual a mocinha sentia pena de si própria. Eu não queria estar daquele jeito, eu fugia daquilo. Talvez por isso que eu precisasse ficar sozinha, em silêncio. Eu precisava aprender a controlar minha mente. Mas no fundo eu sabia que tudo aquilo era em vão, eu poderia ter saído com as meninas, ter pegado meia dúzia de universitários e dançado todas. No final da noite, a sensação de vazio seria a mesma. Talvez eu ganhasse porque pelo menos eu teria alguns momentos divertidos, mas... não era algo que me motivasse tanto assim. A verdade é que, eu sei que é só o tempo é capaz de mudar isso. De tirar a profundidade dos meus olhos e trazer de volta ao meu sorriso. Afinal com o tempo, gênios viram loucos, insetos viram preciosidade, teorias caem por terra, e palavras se perdem pelo caminho. Não haveria de ser diferente com os sentimentos. Eles vão se perder no caminho... E a rodinha ainda estará me esperando.


Obs: História fictícia. Tem sim uma nova boatezinha com estudantes gatos, entretanto, eu jamais negaria um convite desses das minhas mamas.

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