sábado, 23 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Babuzeira, Paoluccismo and More.
A mente anda completamente ocupada diariamente. O pouco tempo que me sobra comigo mesma eu divido com a cama. The Big Bang Theory? Deixa pra depois. Os textos que me vieram na mente e eu anotei no caderno? Eu digito depois. O tempo que me resta pensando em nada – pouco tempo aliás – eu faço isso, penso em nada. Mas até aí, monotonia. Interessante mesmo foi o que me aconteceu hoje, enquanto todo mundo está lá fora fazendo alguma coisa que eu deveria estar fazendo também, eu estou aqui; Na frente desse computador de merda, postando filosofia barata no tuíter e olhando para trás. Tão eu, né? Eu não fazia há algum tempo. Por mais que eu saiba muito bem tudo o que está atrás, eu sempre olho. É como um medo de perder a lembrança, de assegurar-me que ela ainda está lá, intacta. Lembranças essas, que são a única coisa que ainda nos conforta, que nos justifica, talvez a única coisa que nos tenha sobrado. Eu ouço a palavra; passado, e vejo pessoas se materializando na minha frente, quase que como em um delírio, uma se materializa mais rápido do que as outras. Ouço a palavra; amor, e uma guerra épica se inicia. Duas pessoas perfeitamente visualizáveis em uma dança insana para tomar meu coração, e uma terceira... Que segue em segundo plano, como sempre. Insanidades a parte, ainda olhando para trás analiso e revejo toda a engenharia de Deus. Tudo o que me foi tirado e tudo o que foi me dado. Não sei bem o porquê, mas brota do meu peito todo o tempo uma gratidão tamanha. Eu tenho tanto orgulho do que me tornei que as perdas foram aceitáveis, e elas nem parecem mais perdas. As pessoas se transformam e isso é cotidiano, mas o entrosamento natural entre um determinado grupo nunca morre, é algo que foi nos dado como característica... É nosso! Os possíveis atritos são como a natureza devastada que precisa de algum tempo sozinha para se recompor. Tempo. Ainda tem tempo. Tempo para plantar uma árvore, tempo para acreditar em Deus, tempo para pedir perdão, para perdoar... Tempo para olhar pro espelho e acolher-se. Ainda tem tempo para nascerem amizades, relações familiares e afetividades completamente renovadas. É certo que a mesma coisa não voltará a ser, mas tal qual a árvore nova que toma o lugar da que foi destruída, ainda tem espaço para existir algo. Faz parte de nós este espaço. Faz parte de nós este algo. Espaços vazios precisam ser preenchidos, e o broto que surge verdinho em meio a toda esta paisagem cinzenta, me preenche cada dia mais.
sábado, 9 de abril de 2011
Sobre dores e coisa e tal
Entre minhas amigas a coisa é dita como se cada uma tivesse sua parcela de culpa, mas fala sério né, pelo menos antes de dormir durante o meu único exame de consciência sincero, eu preciso admitir para mim mesma que a culpa foi toda minha. Não há nada de errado em cometer erros, mas se a cruz já é tão pesada naturalmente, poder tirar um quilinho ou dois das costas delas já é um alívio. E se fosse só um ato de altruísmo, minha garganta não arderia tanto em repetir e martelar e em tentar se acostumar... que a culpa foi toda minha. O sofrimento se torna mais suportável a cada dia que passa, mas o lamento permanece intacto. Pelos amigos perdidos nem tanto, esses faziam parte da história, dançavam conforme a música e este tipo de drama mexicano pirata acontece em toda e qualquer amizade. Eu lamento mesmo é pelas pessoas que não tinham nada a ver com a história, que só estavam no lugar errado e na hora errada. Deixei meu ego gritar tanto, prevalecer tanto, e essas pessoas acabaram magoadas sem razão nenhuma. É como uma bomba de ódio perdida que explode e se espalha. Deixei meu ódio se espalhar por tão pouco. Sabe quando você não tem motivo algum para fazer algo, mas faz simplesmente pelo fato de saber que você pode fazer? A fraqueza humana é algo indescritívelmente forte. Quão fraca que eu fui. Quão mesquinha. Assumir isso em linhas limpas é um tanto fácil, agora falar tete-a-tete é algo que me pede algum tempo de oração e disciplina espiritual para conseguir. Se a dor coadjuvante e constante funcionar como algum tipo de penitência, fico feliz em saber que meu bagulho emocional pode edificar estas pessoas de alguma forma. Uma vez que eu acredito no Deus do impossível, Ele pode transformar isso em algo bom para elas, mesmo que isso me prive de algum bem. Valeria a pena. Eu me sentiria menos vaca e mais humana. Por tantas boas possíveis amizades que foram jogadas pelo ralo como água suja. Não sou falsa, não sou duas caras... mas agi como se fosse. Muitas vezes meu únicos atos de carinho para com essas pessoas foram sinceros, mas não foram perseverantes. Não foi algo que eu conseguisse manter. Por pura fraqueza mesmo, limitação. Mas agora não interessa mais a forma como eu vou explicar, o jeito como eu vou dormir ou a hora que eu vou decidir me desculpar... nada vai mudar para estas pessoas. Doeu nelas, e agora, dói em mim.
But I'm afraid... It's too late to apologize, It's too late...
#Apologize - OneRepublic feat. Timbaland
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Ontem chorei. cmm=112744685
Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. - Caio Fernado Abreu
eu mandaria isso pra tanta, mas pra tanta gente...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Razão x Coração
E isso não mudará os fatos nem sequer as pessoas. A Terra continua tremendo, crianças morrendo de fome, corações são partidos diariamente e músicas são compostas. Você só precisa equilibrar sua confusão interior com a exterior, como se estivessem em uma mesma sintonia. Tenha colo, calor e lugar para voltar nos dias de chuva. Tenha um plano B... e fé. Isto não é uma forma de viver, é a única forma de sobreviver.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
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